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Selic: inflação alta pode elevar taxa acima dos 7% ainda em 2021

30/07/2021

Selic: inflação alta pode elevar taxa acima dos 7% ainda em 2021

Em 2020, após anos tendo a taxa básica de juros do país em níveis muito distantes aos mundiais, a taxa Selic alcançou o marco histórico de 2% ao ano, sendo a menor já registrada na história brasileira, no mês de agosto.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou em 2019 um movimento de redução para estrategicamente abaixar a taxa, que na época ainda estava em 6,5% ao ano, mas que já havia chego, no começo do século, a 20% ao ano e em 2016 ainda registrava 14% ao ano.

Com o impacto da pandemia se alastrando no país em um período mais longo que o previsto, o poder de compra diminuiu, os preços subiram devido à escassez de produtos e a inflação voltou a disparar, refletindo no reajuste da taxa Selic para 4,25% ao ano no começo de 2021.

Aumento na inflação

Com a inflação ainda em alta, há um consenso entre consultores, economistas e instituições financeiras que os juros devem subir ainda mais e de forma mais rápida ainda este ano, acreditando que no mínimo um ajuste de 1% deve ocorrer no encontro do Copom, já que os reajustes anteriores foram de 0,75% e que seria difícil manter este nível. 

Em entrevista à CNN, o economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, Gustavo Arruda, explica que o banco  revisou suas projeções nesta semana e fala tanto em inflação quanto em juros mais altos até o fim de 2021: o IPCA deve chegar a dezembro em 7% e a Selic a 7,5%. As projeções anteriores eram de 6,5% para ambos. Em 2022, os juros seguem subindo até estacionar nos 8,5%, de acordo com o banco.

A próxima reunião do Copom, que acontece a cada 45 dias, será na primeira quarta-feira de agosto, dia 4. Na ocasião, uma nova taxa Selic será decidida, podendo influenciar na retomada econômica tão aguardada pelo país.

Fonte: Portal www.contabeis.com.br

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